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Benjamim Netanyahu recebido em Bruxelas com protesto e “Não” da União Europeia

  • 12 de dez. de 2017
  • 2 min de leitura

O primeiro-ministro de Israel deslocou-se a Bruxelas para tentar convencer a União Europeia a seguir o exemplo dos EUA e reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Depois de ter sido recebido em Paris no passado domingo pelo Presidente da República Francesa Emmanuel Macron, que pediu a travagem da construção de colonatos em Israel, Benjamim Netanyahu foi o primeiro chefe de governo a ser recebido em Bruxelas em mais de 20 anos, onde pediu à União Europeia o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, que mereceu o “não” da União, mesmo dos seus aliados mais próximos, como a República Checa. Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro israelita afirmou que “Existe atualmente um esforço para avançar com uma nova proposta de paz por parte da administração dos EUA. Acho que devemos dar uma oportunidade à paz. Chegou o momento dos palestinianos reconhecerem o estado judaico e de reconhecerem que a capital se chama Jerusalém”. Por outro lado, Federica Mogherini, chefe da diplomacia comunitária declarou que “Nenhuma iniciativa de paz, nenhuma tentativa de reiniciar as conversações de paz entre os israelitas e os palestinianos, pode acontecer sem a intervenção dos EUA. Mas não haja ilusões por parte dos EUA de que uma iniciativa apenas liderada pela parte norte-americana possa ser bem-sucedida”. Mogherini aproveitou também para reiterar a solução dos dois estados, ou seja, para além de Israel, coexistir um Estado Palestiniano. Portugal segue também o exemplo da União, tendo até o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, afirmado que "O Governo português ficará extremamente feliz no dia em que puder reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel, transferindo a sua representação diplomática em Israel de Telavive para Jerusalém, porque esse será o exacto dia em que Portugal poderá reconhecer Jerusalém como capital do Estado da Palestina e transferir a sua representação diplomática na Palestina de Ramallah para Jerusalém Oriental". Acrescentou ainda "Portanto, o que nós criticamos na decisão norte-americana é o facto de ela ser tomada sem haver qualquer negociação em curso e muito menos sem haver qualquer entendimento sobre a solução dos dois Estados e sobre a redefinição do estatuto da cidade de Jerusalém". A visita acontece num momento em que o Médio Oriente atravessa uma situação de conflito, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter reconhecido Jerusalém como capital de Israel. Netanyahu foi recebido com uma manifestação organizada pela Associação Belgo-Palestiniana, tendo um dos seus membros, Simon Moutquin, declarado que “Netanyahu faz esta visita após a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel como se a Bíblia pudesse ser usada como um registo imobiliário”, apelando ainda que a União Europeia responde a Washington.

Fontes: Público | Diário de Notícias | SIC Notícias | Euronews

 
 
 

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